Stories in a box

pode ser sonho, loucura ou impulsividade, chame como quiser, mas escrevendo eu te digo como me sinto.


stories in a box, uma fuga.
”Queria poder voltar no tempo. Não pro dia em que te conheci, ou pra quando você me beijou pela primeira vez. Não pras tardes ao seu lado, ou as madrugadas em claro com você. A vontade é de voltar pras nove da noite daquela terça fria, quando você me mandou mensagem no celular. Não lembro exatamente as palavras, ou como tudo terminou. Sequer lembro o que eu te respondi direito. Lembro a tua intenção, que continuou a mesma por tanto tempo e só eu não vi. Você, do seu jeito único, me pedia para não me apaixonar. Para não entrar de cabeça no que mal havia começado, pra não imaginar um futuro pra algo possivelmente momentâneo e sem significado. A minha inocência, sua falta de decência e como tudo tinha começado, ofuscaram tudo. Me deixaram cega, me enganaram. Menti pra você e pra mim, dizendo em alto e bom tom que eu me sentia exatamente igual à você, vazia. Cheia de vontade de viver o agora, o não calculado, sem planos, sem sentimento, sem amor. Continuei me comportando como alguém que assim como você, não estava interessada em muita coisa, só pelos próximos momentos. Momentos que hoje, não saem da minha mente, me inundam cada vez mais e que fazem com que eu me sinta do tamanho de uma ervilha. Gostaria que você algum dia tivesse entendido. Que em algum minuto desse um ano meio você tivesse pensado o efeito que teve e ainda tem. Que, mesmo sem eu ter que te pedir, você desse a mão pra mim na rua, oferecesse um abraço no frio, sei lá, tivesse mais atitude. Se eu pudesse ter um poder hoje, seria o de ter terminado tudo aquela noite da mensagem. Eu não te conhecia direito, não sairia perdendo, nem seria tão ruim. Você não teria se magoado, eu não estaria quebrada em pedaços implorando por superação todos os dias. Se eu tivesse tudo claro naquela hora, naquela terça. Quem sabe o que teria acontecido. Eu não teria me apegado aos seus traços, ao seu carinho, ao seu jeito. Ao seu mau humor, seu charme, seu corpo, seu nome. Você não seria meu pensamento 99% do tempo, não ocuparia um espaço tão importante nos meus textos, nos meus sonhos e futuros. Eu seria diferente, e de certa forma, acredito que você também. Talvez, se nada dessa loucura toda tivesse acontecido, você estaria totalmente do jeito que é hoje. Talvez, o impacto que você teve sobre mim nem se compare ao que tive sobre você. Mas, sabe de uma coisa? Eu duvido. Do fundo da minha alma eu acredito que nossos caminhos tinham que ter se cruzado em algum momento. Por mais que nós sejamos tão diferentes, tão parecidos em algumas situações. Por mais que nada pareça fazer sentido, algo oculto ainda me deixa razões pra te guardar do meu lado esquerdo. Talvez, hoje seja amor. Talvez, o que eu sinta em relação à você não seja mensurado em números, em quilometros e muito menos em palavras. Mas, eu sei que existe algum motivo. Que não foi por acaso. Amanhã eu não consigo prever. Não consigo dizer se vamos ser estranhos nos encontrando daqui a dez anos numa festa qualquer ou se vamos comemorar algum aniversário juntos. Eu não sei. Sinceramente, nem me interessa saber. Me resta te guardar sem rancor, que não leva e nunca nos levou a nada. Me resta, continuar acreditando que juntos ou não, em contato ou não, você passou por mim e marcou. Machucou, me fez crescer, aprender. Me fez ver coisas que sozinha eu não conseguiria. Você apareceu no meu caminho e eu ainda não sei porquê. Talvez eu nunca saiba. Talvez, você nunca me entenda. Mas agora, eu entendo. Eu não posso voltar no tempo, mudar o passado, responder aquela mensagem. Eu não posso. Você também não. O que você pode, é olhar nos meus olhos pela última vez e tentar entender essa bagunça que um dia se apaixonou por você. Te peço que não tenha raiva, indiferença, medo. Só me olha. Só tenta entender o que eu nunca consegui te dizer. Só guarda também, bem lá no fundo. Só não me esquece. Só me olha, mais uma vez… ” (FS)

”Queria poder voltar no tempo. Não pro dia em que te conheci, ou pra quando você me beijou pela primeira vez. Não pras tardes ao seu lado, ou as madrugadas em claro com você. A vontade é de voltar pras nove da noite daquela terça fria, quando você me mandou mensagem no celular. Não lembro exatamente as palavras, ou como tudo terminou. Sequer lembro o que eu te respondi direito. Lembro a tua intenção, que continuou a mesma por tanto tempo e só eu não vi. Você, do seu jeito único, me pedia para não me apaixonar. Para não entrar de cabeça no que mal havia começado, pra não imaginar um futuro pra algo possivelmente momentâneo e sem significado. A minha inocência, sua falta de decência e como tudo tinha começado, ofuscaram tudo. Me deixaram cega, me enganaram. Menti pra você e pra mim, dizendo em alto e bom tom que eu me sentia exatamente igual à você, vazia. Cheia de vontade de viver o agora, o não calculado, sem planos, sem sentimento, sem amor. Continuei me comportando como alguém que assim como você, não estava interessada em muita coisa, só pelos próximos momentos. Momentos que hoje, não saem da minha mente, me inundam cada vez mais e que fazem com que eu me sinta do tamanho de uma ervilha. Gostaria que você algum dia tivesse entendido. Que em algum minuto desse um ano meio você tivesse pensado o efeito que teve e ainda tem. Que, mesmo sem eu ter que te pedir, você desse a mão pra mim na rua, oferecesse um abraço no frio, sei lá, tivesse mais atitude. Se eu pudesse ter um poder hoje, seria o de ter terminado tudo aquela noite da mensagem. Eu não te conhecia direito, não sairia perdendo, nem seria tão ruim. Você não teria se magoado, eu não estaria quebrada em pedaços implorando por superação todos os dias. Se eu tivesse tudo claro naquela hora, naquela terça. Quem sabe o que teria acontecido. Eu não teria me apegado aos seus traços, ao seu carinho, ao seu jeito. Ao seu mau humor, seu charme, seu corpo, seu nome. Você não seria meu pensamento 99% do tempo, não ocuparia um espaço tão importante nos meus textos, nos meus sonhos e futuros. Eu seria diferente, e de certa forma, acredito que você também. Talvez, se nada dessa loucura toda tivesse acontecido, você estaria totalmente do jeito que é hoje. Talvez, o impacto que você teve sobre mim nem se compare ao que tive sobre você. Mas, sabe de uma coisa? Eu duvido. Do fundo da minha alma eu acredito que nossos caminhos tinham que ter se cruzado em algum momento. Por mais que nós sejamos tão diferentes, tão parecidos em algumas situações. Por mais que nada pareça fazer sentido, algo oculto ainda me deixa razões pra te guardar do meu lado esquerdo. Talvez, hoje seja amor. Talvez, o que eu sinta em relação à você não seja mensurado em números, em quilometros e muito menos em palavras. Mas, eu sei que existe algum motivo. Que não foi por acaso. Amanhã eu não consigo prever. Não consigo dizer se vamos ser estranhos nos encontrando daqui a dez anos numa festa qualquer ou se vamos comemorar algum aniversário juntos. Eu não sei. Sinceramente, nem me interessa saber. Me resta te guardar sem rancor, que não leva e nunca nos levou a nada. Me resta, continuar acreditando que juntos ou não, em contato ou não, você passou por mim e marcou. Machucou, me fez crescer, aprender. Me fez ver coisas que sozinha eu não conseguiria. Você apareceu no meu caminho e eu ainda não sei porquê. Talvez eu nunca saiba. Talvez, você nunca me entenda. Mas agora, eu entendo. Eu não posso voltar no tempo, mudar o passado, responder aquela mensagem. Eu não posso. Você também não. O que você pode, é olhar nos meus olhos pela última vez e tentar entender essa bagunça que um dia se apaixonou por você. Te peço que não tenha raiva, indiferença, medo. Só me olha. Só tenta entender o que eu nunca consegui te dizer. Só guarda também, bem lá no fundo. Só não me esquece. Só me olha, mais uma vez… ” (FS)

Anonymous asked: Oii fe!! vc tem instagram/twitter/facebook pra gente te seguir?? beijos

Oi. Tenho sim. Não tenho usado muito o twitter, mas o instagram é @fesemo. 
Desculpa a super demora!
Beijos 

‘’É meio dia, sou forçada a abrir a persiana da janela e você diz algo que não sou capaz de entender.  De volta à realidade. É sexta feira, o dia tá nublado. Nesses milésimos de segundos que eu me viro de costas pra ti, já consigo prever os seus próximos passos… Enquanto seu humor matinal contagia o quarto, eu continuo me beliscando e mentalmente me pergunto por que fiz isso de novo. Porque me permiti machucar mais uma vez. Você nem deu bom dia ainda e já dói. O pão tá na torradeira e eu já consigo sentir os socos no estômago, os arranhões dentro de mim. Em quinze minutos você vai embora, vai entrar no taxi pra até nunca se sabe quando… Vai me deixar sozinha na porta de casa, descalça e confusa. Vai fazer que meu dia seja complicado, mais que o normal. Mesmo cansada, o sono não vai vir e a cama, que ainda tem seu cheiro, não vai suportar as lágrimas que só vão parar de cair quando eu perder as forças. Você vai se gabar pros seus amigos, vai lidar com isso da mesma forma de sempre e todas as promessas e verdades vão se perder. Tudo que você, do seu jeitinho, tentou demonstrar e me dizer, simplesmente não vão fazer sentido. Em questão de duas horas você vai ter feito alguma besteira e lá se vai mais uma noite bem dormida… Eu já sei, já deveria saber conseguir ser maior que isso. É que o dia seguinte é sempre o pior… É quando eu tenho que te soltar do meu abraço, te ver amarrar seu cadarço e buscar um copo de água na cozinha pra você. É quando eu nem me importo mais da falta de maquiagem, do cabelo bagunçado e da forma que eu tropeço por aí. O dia seguinte é saber que só você consegue me fazer sentir assim, tão natural. Não preciso me fantasiar pra você, dizer frases montadinhas, fazer joguinhos. Com você, eu posso ser eu. Só que isso nunca te bastou e nunca sustentou essa nossa pseudo-relação, esse meu amor todo. Nunca fez que você ficasse pro almoço. Nada do que eu fiz, disse, chorei, suspirei e lutei pra te ter do meu lado fez com que você desligasse o despertador pra sempre. Nada te fez ficar mais. Toda essa sua falta de noção, de atenção, toda essa bagunça que você sempre foi nunca fez com que eu trancasse a porta de casa. Todas as ligações perdidas, as brigas, seus argumentos falsos, a forma como você saía pela lateral dos nossos problemas, acho que tudo isso não foi suficiente para que eu avisasse o porteiro que não era pra você subir. Também tenho culpa. Também fui fraca. Você fez com que eu perdesse referências, perdesse meu chão e meu juízo. Deixei a porta aberta, deixei que você invadisse meu quarto e minha cabeça de novo. Me abri, me permiti e me perdi de novo.  Nenhum de nós está certo, ninguém é dono da razão. Você não merece minhas verdades mais sinceras e eu não mereço mais uma lista de declarações falsas. Talvez, depois de tudo, depois de te ver apertar o botão do elevador e ficar parada mais uns cinco minutos em silêncio no escuro, eu tenha percebido que é melhor que você não fique até o por do sol.… É melhor que eu gaste meu tempo me perdendo sozinha e confusa do que entre lençóis com quem já se achou, longe mim.’’ (FS)

‘’É meio dia, sou forçada a abrir a persiana da janela e você diz algo que não sou capaz de entender.  De volta à realidade. É sexta feira, o dia tá nublado. Nesses milésimos de segundos que eu me viro de costas pra ti, já consigo prever os seus próximos passos… Enquanto seu humor matinal contagia o quarto, eu continuo me beliscando e mentalmente me pergunto por que fiz isso de novo. Porque me permiti machucar mais uma vez. Você nem deu bom dia ainda e já dói. O pão tá na torradeira e eu já consigo sentir os socos no estômago, os arranhões dentro de mim. Em quinze minutos você vai embora, vai entrar no taxi pra até nunca se sabe quando… Vai me deixar sozinha na porta de casa, descalça e confusa. Vai fazer que meu dia seja complicado, mais que o normal. Mesmo cansada, o sono não vai vir e a cama, que ainda tem seu cheiro, não vai suportar as lágrimas que só vão parar de cair quando eu perder as forças. Você vai se gabar pros seus amigos, vai lidar com isso da mesma forma de sempre e todas as promessas e verdades vão se perder. Tudo que você, do seu jeitinho, tentou demonstrar e me dizer, simplesmente não vão fazer sentido. Em questão de duas horas você vai ter feito alguma besteira e lá se vai mais uma noite bem dormida… Eu já sei, já deveria saber conseguir ser maior que isso. É que o dia seguinte é sempre o pior… É quando eu tenho que te soltar do meu abraço, te ver amarrar seu cadarço e buscar um copo de água na cozinha pra você. É quando eu nem me importo mais da falta de maquiagem, do cabelo bagunçado e da forma que eu tropeço por aí. O dia seguinte é saber que só você consegue me fazer sentir assim, tão natural. Não preciso me fantasiar pra você, dizer frases montadinhas, fazer joguinhos. Com você, eu posso ser eu. Só que isso nunca te bastou e nunca sustentou essa nossa pseudo-relação, esse meu amor todo. Nunca fez que você ficasse pro almoço. Nada do que eu fiz, disse, chorei, suspirei e lutei pra te ter do meu lado fez com que você desligasse o despertador pra sempre. Nada te fez ficar mais. Toda essa sua falta de noção, de atenção, toda essa bagunça que você sempre foi nunca fez com que eu trancasse a porta de casa. Todas as ligações perdidas, as brigas, seus argumentos falsos, a forma como você saía pela lateral dos nossos problemas, acho que tudo isso não foi suficiente para que eu avisasse o porteiro que não era pra você subir. Também tenho culpa. Também fui fraca. Você fez com que eu perdesse referências, perdesse meu chão e meu juízo. Deixei a porta aberta, deixei que você invadisse meu quarto e minha cabeça de novo. Me abri, me permiti e me perdi de novo.  Nenhum de nós está certo, ninguém é dono da razão. Você não merece minhas verdades mais sinceras e eu não mereço mais uma lista de declarações falsas. Talvez, depois de tudo, depois de te ver apertar o botão do elevador e ficar parada mais uns cinco minutos em silêncio no escuro, eu tenha percebido que é melhor que você não fique até o por do sol.… É melhor que eu gaste meu tempo me perdendo sozinha e confusa do que entre lençóis com quem já se achou, longe mim.’’ (FS)

“Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Juntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.”—Tati Bernardi

Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Juntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.”—Tati Bernardi

”Ouvi dizer que a vida é feita de escolhas. Que cada passo que você dá, uma decisão nova foi feita. Cada obstáculo é a chance de tentar o impossível. Términos são parte importante do nosso dia-a-dia. São eles que nos fazem acreditar no amanhã, no futuro. Pode ser terminar um curso de inglês, um namoro, uma receita, uma amizade, um livro. Sem os términos não haveria porquês. Não haveria novidade, recomeço. Digo, não haveria mudança. Não tomaríamos novas decisões. Não teríamos motivos. Não iríamos à luta, não iriamos ter atitude. É preciso terminar para de fato começar. É preciso descobrir pelo que se vale a pena gastar energia, tempo, dinheiro. É necessário escolher pelo que se quer terminar. O que é que eu gosto tanto, a ponto de ir até o fim? Ou o caminho inverso… O que é que eu odeio, que seja necessário por um fim? O que não me acrescenta, que eu devo deletar? Terminar não é fácil, mas, na minha opinião, é preciso. É preciso terminar para continuar andando, buscando. Termina-se para começar. É um ciclo. Talvez, existam coisas intermináveis. Talvez, existam coisas que sejam findáveis. Talvez, olhar o mar seja uma coisa impossível de interromper. Existem prazeres intermináveis, pessoas inesquecíveis, momentos infinitos. Preciso terminar a lição de casa, a lista do supermercado, esse texto. Também preciso entender porque terminar tem sido tão importante. Terminar uma fase, uma rotina, interromper os antigos caminhos, as idéias erradas. Terminar é mais que parar, que clicar no stop. Terminar é ter a certeza que o término leva à um novo começo. É acreditar no poder das suas próprias escolhas. Terminar não é fácil, mas não é impossível. Terminar é preciso. Terminar é recomeçar. Terminar é colocar um ponto final que em seguida transforma-se numa vírgula. Terminar é se permitir.”(FS)

”Ouvi dizer que a vida é feita de escolhas. Que cada passo que você dá, uma decisão nova foi feita. Cada obstáculo é a chance de tentar o impossível. Términos são parte importante do nosso dia-a-dia. São eles que nos fazem acreditar no amanhã, no futuro. Pode ser terminar um curso de inglês, um namoro, uma receita, uma amizade, um livro. Sem os términos não haveria porquês. Não haveria novidade, recomeço. Digo, não haveria mudança. Não tomaríamos novas decisões. Não teríamos motivos. Não iríamos à luta, não iriamos ter atitude. É preciso terminar para de fato começar. É preciso descobrir pelo que se vale a pena gastar energia, tempo, dinheiro. É necessário escolher pelo que se quer terminar. O que é que eu gosto tanto, a ponto de ir até o fim? Ou o caminho inverso… O que é que eu odeio, que seja necessário por um fim? O que não me acrescenta, que eu devo deletar? Terminar não é fácil, mas, na minha opinião, é preciso. É preciso terminar para continuar andando, buscando. Termina-se para começar. É um ciclo. Talvez, existam coisas intermináveis. Talvez, existam coisas que sejam findáveis. Talvez, olhar o mar seja uma coisa impossível de interromper. Existem prazeres intermináveis, pessoas inesquecíveis, momentos infinitos. Preciso terminar a lição de casa, a lista do supermercado, esse texto. Também preciso entender porque terminar tem sido tão importante. Terminar uma fase, uma rotina, interromper os antigos caminhos, as idéias erradas. Terminar é mais que parar, que clicar no stop. Terminar é ter a certeza que o término leva à um novo começo. É acreditar no poder das suas próprias escolhas. Terminar não é fácil, mas não é impossível. Terminar é preciso. Terminar é recomeçar. Terminar é colocar um ponto final que em seguida transforma-se numa vírgula. Terminar é se permitir.”(FS)

”É tarde e eu deveria estar dormindo. Deveria ter estendido as roupas no varal, feito a lista do supermercado, revisado meu carro. É tarde e o vinho do jantar me fez ficar devagar. Me fez ficar no sofá da sala olhando pro teto, olhando pros carros passando, pro vento entrando pela fresta da janela. Silêncio e nostalgia. Frio lá fora e dentro de mim. Eu realmente deveria estar dormindo. Realmente deveria ter feito um milhão de coisas da lista de pendencias colada na geladeira, Deveria ter rasgado as fotos, deletado seu número, apagado você da minha memória. Mas cada passo que eu dou parece em vão quando os milímetros do seu rosto aparecem em pedaços durante o dia, durante meu banho, enquanto eu lavo a louça, faço uma prova, beijo outra pessoa. As palavras só se embaralham, o álcool não ajuda, as buzinas lá fora, você aqui tão perto. Tão perto e tão longe, tão inalcançável não importa o esforço que eu faça. Já não importa o que não foi dito, o que eu deixei de fazer, o tanto que fiz… Não importam as cartas, os textos, as lágrimas, as súplicas, os carinhos roubados, os abraços, as ligações e as madrugadas. Não importa que a lua brilha hoje do mesmo jeito da nossa primeira noite, não importa que choveu ontem, que amanhã é começo de mês. Simplesmente não importa. Dilacera por dentro, a sensação ainda é a mesma, você que não é. Eu que deixei de ser, deixei de viver, você deixou de sentir. Eu continuei caminhando, você foi pra esquerda, quando eu realmente achei que iria pra direita. Eu te segui, você pegou um atalho. Me perdi no labirinto que é você, que um dia foi a gente. Me pego lembrando de situações que nunca me imaginei vivendo. Imagino mil futuros, todos com você. Lembro de você dizendo bobagens, me fazendo rir, me fazendo chorar. De todas as vezes que eu quis te dar um soco bem forte, de todas as vezes que gritei por você, que chorei em público. Espero como uma criança no natal que você apareça, sem motivo. Porque de verdade não precisa ter motivo. Nós nunca tivemos um, nunca precisamos inventar um por que. Sempre foi e ainda é complicado não te ter. Ainda é constante as voltas que eu dou, que eu percorro, todas me levando até você, meu destino final. Meu ponto final, minha loucura, meu desejo, meu. Dor de cabeça, hoje e ontem, agora e depois. Preciso de alguma coisa que me prove o contrário, algum sinal é mais que necessário. Você. Entre paredes brancas, caminhos escuros, pedras que me fazem tropeçar. Nada disso importa. Eu preciso dormir. (FS)

”É tarde e eu deveria estar dormindo. Deveria ter estendido as roupas no varal, feito a lista do supermercado, revisado meu carro. É tarde e o vinho do jantar me fez ficar devagar. Me fez ficar no sofá da sala olhando pro teto, olhando pros carros passando, pro vento entrando pela fresta da janela. Silêncio e nostalgia. Frio lá fora e dentro de mim. Eu realmente deveria estar dormindo. Realmente deveria ter feito um milhão de coisas da lista de pendencias colada na geladeira, Deveria ter rasgado as fotos, deletado seu número, apagado você da minha memória. Mas cada passo que eu dou parece em vão quando os milímetros do seu rosto aparecem em pedaços durante o dia, durante meu banho, enquanto eu lavo a louça, faço uma prova, beijo outra pessoa. As palavras só se embaralham, o álcool não ajuda, as buzinas lá fora, você aqui tão perto. Tão perto e tão longe, tão inalcançável não importa o esforço que eu faça. Já não importa o que não foi dito, o que eu deixei de fazer, o tanto que fiz… Não importam as cartas, os textos, as lágrimas, as súplicas, os carinhos roubados, os abraços, as ligações e as madrugadas. Não importa que a lua brilha hoje do mesmo jeito da nossa primeira noite, não importa que choveu ontem, que amanhã é começo de mês. Simplesmente não importa. Dilacera por dentro, a sensação ainda é a mesma, você que não é. Eu que deixei de ser, deixei de viver, você deixou de sentir. Eu continuei caminhando, você foi pra esquerda, quando eu realmente achei que iria pra direita. Eu te segui, você pegou um atalho. Me perdi no labirinto que é você, que um dia foi a gente. Me pego lembrando de situações que nunca me imaginei vivendo. Imagino mil futuros, todos com você. Lembro de você dizendo bobagens, me fazendo rir, me fazendo chorar. De todas as vezes que eu quis te dar um soco bem forte, de todas as vezes que gritei por você, que chorei em público. Espero como uma criança no natal que você apareça, sem motivo. Porque de verdade não precisa ter motivo. Nós nunca tivemos um, nunca precisamos inventar um por que. Sempre foi e ainda é complicado não te ter. Ainda é constante as voltas que eu dou, que eu percorro, todas me levando até você, meu destino final. Meu ponto final, minha loucura, meu desejo, meu. Dor de cabeça, hoje e ontem, agora e depois. Preciso de alguma coisa que me prove o contrário, algum sinal é mais que necessário. Você. Entre paredes brancas, caminhos escuros, pedras que me fazem tropeçar. Nada disso importa. Eu preciso dormir. (FS)

”Eu sei que fraquejei. Que errei muito na sua frente. Que deixei palavras no ar, que disse demais, chorei demais, demonstrei além do que devia. Sei que fiz mais por você, do que faria até mesmo por mim. Sei que o exagero, que a verdade, que tudo que eu vivi com você, pesou mais pra mim. Sei que em algum momento, eu me tornei só uma pequena parcela das suas memórias. Sei que você eventualmente lembra de mim, mas que dois segundos depois já esqueceu. Eu ainda sonho com você, ainda acordo e penso no seu sorriso, no seu olhar. Penso em você vindo na minha direção, andando do seu jeito, com os traços fechados, que eu aprendi a gostar. Imagino tudo como antigamente e por um milésimo de segundo, fico feliz. Aí, tudo passa. Sou invadida por lágrimas que vem sem razão concreta, desabo em pedaços de diálogos, revisito situações mentalmente e afundo o rosto no travesseiro. Será que eu tenho opção? Li coisas que preferia não ler, sei que não são pra mim. Vi fotos que você sorri, sei que não pra mim. Ouvi seu nome na esquina, ele não estava ligado ao meu. Não sei se esteve, em algum dia, em algum minuto do passado, que agora parece estar à séculos de distância. E olha, eu to tão perto. Tô quase na sua porta, só pra chorar e você ver. Só pra que você entenda, que sim, eu imagino meu futuro com você. Sem clichê de filme, tá? Onde quer que eu vá, eu só te vejo. Achei que tinha diminuído, que a força do sentimento estava se apagando, que eu ia te superar. Mas foi só a possibilidade de saber que a qualquer minuto você pode estar com outra, em outra, me fez regredir. Voltei pra estaca zero. Voltei a chorar. Voltei a ver realidades que já tinham se distanciado. Voltei a pedir que chova para levar tudo embora, pra que eu transborde e acabe logo com isso. Será que eu devo pedir por você? Será que vale a pena? Eu já nem sei, já não raciocino direito. É como se grande parte de mim, pertencesse a você. E a verdade é que eu não quero desistir, não quero fugir. Quero você. Quero que você corresponda, quero que seja pelos motivos certos. Posso listar um milhão se você quiser, mas você não quer não é mesmo, amor?” (FS)

”Eu sei que fraquejei. Que errei muito na sua frente. Que deixei palavras no ar, que disse demais, chorei demais, demonstrei além do que devia. Sei que fiz mais por você, do que faria até mesmo por mim. Sei que o exagero, que a verdade, que tudo que eu vivi com você, pesou mais pra mim. Sei que em algum momento, eu me tornei só uma pequena parcela das suas memórias. Sei que você eventualmente lembra de mim, mas que dois segundos depois já esqueceu. Eu ainda sonho com você, ainda acordo e penso no seu sorriso, no seu olhar. Penso em você vindo na minha direção, andando do seu jeito, com os traços fechados, que eu aprendi a gostar. Imagino tudo como antigamente e por um milésimo de segundo, fico feliz. Aí, tudo passa. Sou invadida por lágrimas que vem sem razão concreta, desabo em pedaços de diálogos, revisito situações mentalmente e afundo o rosto no travesseiro. Será que eu tenho opção? Li coisas que preferia não ler, sei que não são pra mim. Vi fotos que você sorri, sei que não pra mim. Ouvi seu nome na esquina, ele não estava ligado ao meu. Não sei se esteve, em algum dia, em algum minuto do passado, que agora parece estar à séculos de distância. E olha, eu to tão perto. Tô quase na sua porta, só pra chorar e você ver. Só pra que você entenda, que sim, eu imagino meu futuro com você. Sem clichê de filme, tá? Onde quer que eu vá, eu só te vejo. Achei que tinha diminuído, que a força do sentimento estava se apagando, que eu ia te superar. Mas foi só a possibilidade de saber que a qualquer minuto você pode estar com outra, em outra, me fez regredir. Voltei pra estaca zero. Voltei a chorar. Voltei a ver realidades que já tinham se distanciado. Voltei a pedir que chova para levar tudo embora, pra que eu transborde e acabe logo com isso. Será que eu devo pedir por você? Será que vale a pena? Eu já nem sei, já não raciocino direito. É como se grande parte de mim, pertencesse a você. E a verdade é que eu não quero desistir, não quero fugir. Quero você. Quero que você corresponda, quero que seja pelos motivos certos. Posso listar um milhão se você quiser, mas você não quer não é mesmo, amor?” (FS)

”Palavras parecem sumir e meus gestos se tornam fracos. Estar aqui e ao mesmo tempo não estar é pior do que eu um dia imaginei. Poder te ver de perto, ouvir sua voz, ter sua presença física me fez entender o quanto vai ser mais complicado ter tudo isso e ao mesmo tempo nada. Não poder compartilhar sentimentos, sensações, medos, angústias e valores com você, dói. Dói saber que os meses que antecederam nosso encontro foram os mais fáceis, por mais dolorosos que parecessem aos meus olhos, cegos de expectativas. Talvez, todo esse drama seja exagero da minha parte. Talvez, eu só queria que você entrasse na minha mente e coração pra poder ver o quanto eu me importo, e de forma involuntária, sempre me importarei. Foi com você que eu aprendi a entender o valor de tanta coisa, foi com você que em poucos meses cresci mais que durante minha toda, foi ao seu lado que aprendi a tolerar, a ser paciente, a transformar defeitos em qualidades. Mesmo com toda bagunça, turbulência, brigas, lágrimas e eu correndo pra longe, eu só quis estar perto. Só quis que você me quisesse por perto também. Tudo mudou e eu não deveria estar surpresa. Não deveria ver toda a situação como inesperada, mas é inevitável. Deixei com você muitos pedaços antigos da minha vida, muitas coisas das quais não me orgulho, muitos defeitos. Mas eu tive coragem de mostrar tudo isso porque eu acreditei que você merecia. Porque eu senti como nunca antes a certeza, me entreguei pra você. E agora, mesmo que pertinho, eu tenho que dizer tchau. Tenho que aprender a conviver e te ver de outra forma… Confesso que não é fácil, e que eu não espero te apagar de um dia pro outro, seria até injusto. Te imaginei de tantas maneiras, formas, jeitos… Ainda consigo enxergar seu sorriso pelo seu olhar, seu cheiro ainda aparece vez ou outra e seu nome ainda balança meus joelhos em um ponto de ônibus qualquer… Mas tudo que eu esperava, todas as cenas criadas nos meus sonhos e os futuros imaginados no meu tempo livre, terão de ser refeitos. Reescritos, editados, cortados. Os diálogos vão ser cada vez menores, os capítulos vão ficar mais curtos… E quando a coragem me invadir, quando o vento levar embora meu sentimento, que ainda é grande, eu vou conseguir escrever o ponto final. Não espero mais respostas, mais ações. Você tomou sua decisão e eu preciso tomar a minha, que é ser feliz sem você.” FS